“A sociedade vive o resultado da própria ignorância. Protesta contra si mesmo o presente desastroso de um passado irracional”, afirma pesquisador

Divulgado recentemente, o estudo intitulado Perils of Perception (Perigos da Percepção) apontou que o Brasil é o terceiro país mais ignorante do mundo. Realizado com 33 nações de todos os continentes, o levantamento mostra que o país que menos sabe sobre sua própria situação é o México, seguido pela Índia e depois o Brasil. Em 2017, uma pesquisa do Ipsos mostrou que os brasileiros só perdem para sul-africanos em percepção distorcida sobre a realidade.

Para o filósofo, jornalista e pesquisador Fabiano de Abreu, o reflexo da situação atual do Brasil está respondido nesta pesquisa: “Contra fatos e provas não há argumentos. A pesquisa retrata uma realidade baseada na falta de conhecimento que está ligada não só ao estudo, mas também na educação cultural. 

Fabiano de Abreu, defende o apoio de psicólogos como uma das soluções para resolver esse problema:  “O Brasil tem escolas, mas os alunos querem estudar? Resultaria em material escolar de melhor qualidade educacional para resolver o problema? Não”.

O Filósofo acredita que a utilização de psicólogos poderia ajudar a melhorar o aproveitamento escolar: “o psicólogo pode tentar orientar o aluno não só no comportamento, no emocional, no incentivo, como também fazer teste vocacional. Quantos jovens não sabem que faculdade cursar, quantos jovens abandonam seus cursos por terem escolhido o errado? Até mesmo quem tem condição financeira para pagar uma faculdade particular, já parou para pensar que um teste vocacional numa neuro psicóloga por exemplo poderia fazê-lo economizar anos de curso? O teste serve para que a pessoa saiba suas aptidões, saiba as profissões que sua personalidade e intelecto melhor se adaptaria. Um psicólogo ajudaria até mesmo no raso conhecimento de um jovem sobre a sociedade, o país e o cotidiano. 
Eu acredito que, quando há problemas em um povo, em uma parte da população, psicólogos em escolas, atendendo a todos os alunos, poderia ser uma forma de abrir o conhecimento da população”, conclui.

1 de março de 2019