Empresário Roberto Nogueira revela segredo para driblar a crise e manter-se relevante no meio artístico e do entretenimento

RIO DE JANEIRO, 25 de Fevereiro de 2019 — Roberto Nogueira é um dos nomes mais conhecidos dos bastidores da fama na cena musical brasileira. Mesmo sendo uma pessoa que evita os holofotes, o dono da Matrix Produções e Eventos, ganhou fama e repercussão ao longo dos seus 20 anos de atuação tanto como produtor de eventos de nomes como Tim Maia, como empresário artístico, por ser o responsável pelo planejamento da carreira de artistas como MC Koringa, Valeska Popozuda, Karol Ka, Cavaleiros do Forró, e a dupla sertaneja Henrique & Juliano. O empresário revela seus segredos para manter-se relevante mesmo em meio a crise, e fala um pouco sobre sua trajetória e da necessidade de se reinventar para o mercado.

“Não sou produtor musical, mas tenho visão de mercado, daquilo que potencialmente será sucesso. Trabalho com diversos produtores musicais dentro deste conceito. Comecei no entretenimento como produtor de palco do Tim Maia durante 2 anos. Depois passei pela gravadora BMG e trabalhei com o Jorge Cardoso, produtor da AlcioneJoão NogueiraOs MorenosSó Pra Contrariar e Raça Negra, que foi um divisor de águas na minha carreira. A música popular é muito rica, e fazer boa música para as pessoas, que as agrade, é uma arte que poucos dominam”.

Para Roberto Nogueira, o segredo para driblar a crise é se reinventar: “pra driblar a crise é preciso inovar, e pra isso procuramos as oportunidades. Enquanto muitos fecharam as portas, outros agentes surgiram. A sorte pode proporcionar aquele momento, mas fazer um artista é passar verdade para o mercado. Existem vários artistas de uma música só, que não passavam verdade e desapareceram, mesmo tendo um hit, porque não convenceram o público. Então a lógica é que um dos maiores erros de artistas e empresários é não passar verdade. É preciso criar um identidade para o artista e personalidade, que o diferencie”.

O empresário reconhece que a crise tem sido ruim para a indústria fonográfica e em especial a do entretenimento. Contudo, ele afirma que ainda é possível sobreviver a crise: ”Os tempos estão difíceis no entretenimento com a crise. 80% das casas noturnas fecharam, e nos bailes de comunidade ninguém paga ingresso, não gera renda. Logo, tendo em vista todo esse panorama, é preciso encontrar soluções criativas e conhecer o mercado, ouvir e ver o artista como o público. É preciso estudar o artista, fazer um planejamento, estudar o mercado, para que ele não seja mais um no mercado e tenha longevidade na cena do entretenimento”.

25 de fevereiro de 2019