Filósofo e psicóloga opinam sobre o que pode levar jovens a cometerem atos de terrorismo como o de Suzano

Mais um acontecimento chocou o Brasil em 2019. Na tarde de hoje(13), dois adolescentes encapuzados mataram oito pessoas na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP) e cometeram suicídio em seguida. Parece um daqueles acontecimentos nos Estados Unidos, mas foi no Brasil e não é a primeira vez que uma tragédia como essa ocorre no país. Buscamos a opinião de um filósofo e de uma psicóloga para tentar entender o motivo que leva esse jovens a cometer um ato terrorista como esse. 

Segundo a psicóloga Roselene Espírito Santo Wagner existem alguns fatores que podem levar jovens que passam por determinadas situações em suas vidas a cometer atos terroristas. Com base na psicanálise, a Dra. Roselene aponta que o bullying pode ser um dos principais responsáveis:

“Dentro da teoria psicanalítica, tomamos como base os extremos e os opostos, pois lidamos com um mundo paradoxal que nos habita. Geralmente pessoas que tomam estas atitudes extremas são pessoas fracas e oprimidas que não são vistos pela sociedade, também pessoas que sofrem bullying. São aqueles que estão sempre nos bastidores e nunca são protagonistas. É como se fosse seu último ato. É o momento do fraco se fazer forte, em que o indivíduo entra com uma cena apoteótica descontando toda dor e invisibilidade”, declarou a psicóloga.

Para o filósofo e pesquisador Fabiano de Abreu, que já escreveu diversas teorias sobre temas como bullying e comportamento infanto-juvenil, a solução para se evitar tais tragédias está em casa e na escola:

 “O Brasil tem que começar a se preocupar com essa “moda malígna” que iniciou nos Estados Unidos para servir como motivação para muitas pessoas no mundo.” disse Fabiano.

Cuidados em casa

O cuidado tem que começar em casa, já comentei sobre isso em uma das minhas teorias sobre bullying. Essa sociedade “avançada” em que a internet é o companheiro inseparável, na era em que o trabalho está à frente da família, a falta de atenção aos jovens coloca em risco suas atitudes.

 
Cuidados na escola

Também já falei sobre isso antes em uma de minhas teorias que não teve a devida atenção mesmo quando a enviei à Brasília. Nas escolas deveriam ter mais psicólogos direcionados ao indivíduo e não a um todo. Assim como ter mais filosofia para orientação. 
Em um país que a pobreza assola e a diversidade cultural torna-se ofensa, as diferenças trazem a revolta e os problemas sociais o desespero. finaliza o filósofo 

13 de março de 2019