Filósofo fala sobre limites da memória em poema

Em meio a uma de suas insônias da ansiedade, o poeta Fabiano de Abreu descreve o limite humano em suas memórias e lamenta o fato de não gravarmos 100% do que vemos a provar que não somos tão perfeitos:  “Fico triste quando quero me lembrar dos momentos detalhados, da maneira que o vi e não consigo. Isso me faz pensar como sou limitado e biológico como um esqueleto, pele e músculos que um dia irá sumir.”  

 Tema

Me dá um tema que faço uma frase

Me dá o lema para seguir a direção 

Ainda me confundo onde pôr a crase

Mas nada impede de escrever com o coração  

Queria que fôssemos soberanos

Pois nada sabemos e nada somos 

Ou não esqueceríamos alguns momentos 

Aquele pensamento que vem embasado

A faltar trechos do passado 

Me dê argumento para minha frase

Por que não somos tão soberanos

Para inventar temas que não tenha passado 

Pois somos tão óbvios e parecidos

Que nos faz pensar que de sabidos 

Somos apenas esqueleto a ser enterrado 

28 de fevereiro de 2019