Gêmeos Detona: conheça Renan e Renato, a nova sensação do funk e da internet

Renan Prata Madureira e Renato Prata Madureira são irmãos gêmeos e conhecidos como Renan Detonafunk e Natinho Detonafunk, também chamados de Gêmeos Detona, são digital influencers, youtubers e artistas. Iniciaram suas carreiras em 2009 postando vídeos de funk no YouTube, e hoje em dia trabalham como digital influencers, fazendo trabalhos como gravações de clipes, documentários sobre funk e participações de vários tipos de eventos.

O nome artístico de ambos veio do funk, e se tornou referência: “O nome vem da época de 2009 quando a maior produtora de funk daquele tempo nos convidou pra fazer parte da equipe: “A Detonafunk era uma inspiração pra nós. Como haviam poucos canais de funk focamos em nos destacar deles justamente pra ser convidado pra produtora onde estavam os melhores criadores de conteúdo de funk”. Algum tempo depois os canais começaram ganhar repercussão.

A dupla aponta que a partir deste momento as coisas mudaram: “foi nesse momento que cantores, hoje nacionalmente conhecidos, entraram em contato conosco pra trabalharmos juntos, nomes como MC Dede, MC Dimenor DR, MC Kapela, MC Kelvinho, MC Daleste, MC Hariel entre outros. Naquela época o auge do momento eram as vinhetas, uma introdução dos nossos vídeos postados no YouTube. Alguns MC’s como Samuka e Nego, MC Nego Blue, e MC Phe Cachorrera fizeram as vinhetas pra nós e uma delas era ‘E aí Natinho Detonafunk, se é louco em Cachorrera’ e ‘E aí Renan Detonafunk, se é louco em Cachorrera’. Com isso qualquer pessoa que ouvisse funk sabia quem nós eramos. Os convites para participar de videoclipes e eventos foram ficando mais frequentes, inclusive um dos trabalhos foi a música ‘Bumbum Granada’ dos MCs Zaac & Jerry e um documentário feito pela RebBull chamado Back to Baile de Favela“.

Gravação do ‘Back to Favela’ – Foto: Reprodução

Renan e Renato contam que interesse pelo trabalho veio do próprio gosto de ouvir funk e que na época a única fonte de acesso era pelo YouTube: “Não tinha aonde ouvir funk e procurar informação e conteúdo. O YouTube era então o único meio”.

Para eles, a melhor parte de trabalhar nesse ramo é o prazer em poder ajudar artistas que estão iniciando sua carreira e gerenciá-los: “Tudo era feito sem remuneração. A gente divulgava a música do cantor por amor ao trabalho e pelo funk, ver a gente crescer junto com os canais e fazer o sonho do próximo se tornar realidade. Nossa única fonte de renda era a monetização do próprio YouTube”.

Placas do YouTube recebidas pelos irmãos Renan e Renato – Foto: Reprodução / Facebook

No entanto os funkeiros revelam que nem tudo são flores na sua trajetória e relatam que foram vítimas de preconceito por representarem um gênero musical popular: “Já a pior parte de trabalhar nesse ramo era que o funk sofria um preconceito bem maior naquela época. Não era televisionado, não tinha anúncios de shows nem programas dedicados a esse gênero musical em rádios. Até os próprios artistas não eram bem vistos perante a sociedade, eram considerados marginalizados. Foi aí que achamos o meio mais prático e rápido e com certeza aquele que viria valorizar a música em si”.

A carreira como digital influencers e trabalhos pra empresas veio após o sucesso no YouTube se reverter em um grande número de seguidores em outras redes sociais. Os canais tem respectivamente 300 mil inscritos e 200 mil inscritos e ganharam as duas placa de prata do YouTube como reconhecimento. A página oficial de Natinho no Facebook acumula quase 3 milhões de seguidores, 100 mil seguidores no Instagram e quase 500 mil seguidores no Twitter. Já, o outro irmão, Renan, usa apenas seu perfil público no Facebook e o Twitter, com 100 mil seguidores em ambos: “A gente passa esses números para as empresas pra fazermos parcerias, seja pra divulgar os produtos como roupas, eletrônicos, e etc ou até mesmo receber convite pra participar de eventos”.

Tão envolvidos com a Internet, o foco agora é expandir cada vez mais a sua relevância nas redes sociais e dedicarem-se ao máximo pra conseguir viver apenas do mundo virtual, como influenciadores digitais: “Há também planos futuros pra trabalhar como streamer de jogos online na TwitchTV e voltar a trabalhar com o YouTube, assim como chegar aos tão sonhados 1 milhão de inscritos. A gente sempre quis ter nossas placas de ouro do YouTube, prêmio pra quem alcançar 1 milhão de inscritos, e vamos trabalhar pra conseguir”.

29 de março de 2019