Na pandemia, o mercado de compra e venda de games aumenta em mais de 100%

Um estudo feito pela bandeira de cartões Visa concluiu que, em 2020, houve um aumento de 140% nas transações financeiras feitas nas principais plataformas e consoles de games em comparação com o ano de 2019. Na pandemia, o brasileiro jogou, comprou e investiu mais tempo em games.

A bandeira de cartões Visa também concluiu que o ticket médio gasto na pandemia não variou muito, mantendo-se em torno de R$ 51,00, mas houveram picos, como em março de 2020, onde o ticket médio gasto chegou a R$ 56,00 (mês em que alguns lugares no país optaram pelo lockdown e os trabalhos em home office cresceram exponencialmente).

Nunca se jogou tanto no Brasil. As vantagens do home office, como a flexibilidade do horário de trabalho, o bem estar gerado pelo trabalho em ambiente familiar e maior aproveitamento do tempo útil, como a perda do ir e vir no trânsito, permitiu que os brasileiros estejam mais aptos a passar o tempo se divertindo. E, para muitos, games são a melhor opção. Além disso, o aumento no consumo de lives de streamings de games também aumentou, como aponta o site ‘e-commerce Brasil’, em 20% ainda em abril de 2020, gerando cada vez mais interesse e discussão no assunto em pauta e mais consumo. Isso acaba ocasionando, consequentemente, mais compras.

É uma típica tendência que aos poucos vai se desenvolvendo por conta da mudança de rotina e transformando o mercado. Sites novos, como Desapego Games, vão surgindo na intenção de conquistar esses clientes com mais vontade de investir. O videogame já se tornou rotina no nosso país. Cerca de 75,8% dos brasileiros gamers afirmaram jogar mais nesse período, de acordo com a Pesquisa Gamers Brasil (PGB).

A vez dos mobiles

Entretanto não houve um aumento somente na compra e venda de games de plataformas digitais ou de consoles. De acordo com a mesma pesquisa da PGB, 41,6% dos brasileiros preferem jogar pelo celular, enquanto os consoles ficam em 2º na preferência, com 25,8%, e os computadores vindo logo atrás, com 18,3%.

Uma tendência esperada visto que no Brasil consoles e computadores exclusivos para games costumam ser mais caros, enquanto celulares são mais acessíveis e utilizados para outras

atividades, como o trabalho, inclusive. Além disso, muitos jogos mobile costumam ser gratuitos e mais acessíveis, coisa não tão comum em outras plataformas, como na steam ou na PSN, com jogos ficando de graça apenas de maneira sazonal.

Assim vimos, em 2020, o ano dos mobiles, com o estabelecimento de jogos e franquias já conhecidas, como Call of Duty Mobile e Free Fire, e o surgimento de games que se tornaram verdadeira febre, como Genshin Impact ou Among Us. Alguns desses games acabaram chamando até mais atenção que jogos já há muito aguardados, como Cyberpunk 2077, lançado em setembro de 2020.

Ricos gastam mais

Uma tendência observada pela bandeira de cartões Visa é que clientes de alta renda gastaram 45% das transações para esses fins entre abril e setembro do ano passado. Nesse último mês, inclusive, houve um aumento de 35% com relação à 2019. Com o alto valor de certos jogos e agora com mais tempo para poder usufruí-los, esse aumento é mais que esperado.

O brasileiro é gamer

O mundo mudou durante essa pandemia. As relações interpessoais, sociais e o cotidiano de cada pessoa mudou durante esse obscuro período da humanidade. As necessidades de cada um se transformaram e com ele, o mercado também. O entretenimento, antes relegado à segundo plano em uma vida tumultuada de trabalho, casa, trânsito, contas, ganhou um protagonismo muito bem-vindo para auxiliar as pessoas a atravessarem esse momento de dificuldade. O game persiste e cada vez mais pessoas estão envolvidas com ele. Mais pessoas interessadas, mais gamers nessa vasta comunidade, que vem crescendo cada vez mais.

7 de julho de 2021